Autor: daniel

  • Comunidade descobre labirinto de pedras

    Uma das paredes do labirinto resistiu a ação do tempo
    Uma das paredes do labirinto resistiu a ação do tempo

    Forte Príncipe da Beira – Moradores do distrito de Forte Príncipe da Beira, em Rondônia, fizeram uma descoberta histórica. Encontraram amontoados de pedras com indícios de terem servido como moradia de antigos habitantes da região. A construção, que passou a ser chamada pela comunidade de labirinto, tem inclusive uma parede construída toda em pedra, que resistiu a ação do tempo.

    O labirinto foi descoberto há cerca de dois anos, em meio a uma mata intacta, num local de difícil acesso ao público. A área, de propriedade da União, está sob a responsabilidade do Exército. O jovem Elvis Pessoa, morador do distrito, disse que ainda não foi feito nenhum tipo de pesquisa científica no local. “Labirinto foi o nome que demos, mas ninguém sabe mesmo o que é, já que não há nenhum registro disso aqui”, afirmou. Segundo ele, a história registra apenas o Forte Nossa Senhora da Conceição, o Real Forte Príncipe da Beira, a casa de pólvora e o forno.

    Como as pedras do labirinto são iguais as que foram usadas para construir o Forte Príncipe da Beira, a 4 quilômetros do local, há suspeitas de que a obra do Forte tenha sido executada com material extraído da própria região. As suspeitas vão de encontro ao que diz os registros históricos, os quais citam que as pedras teriam vindo inicialmente de Belém, via fluvial e posteriormente de Corumbá, subindo o Rio Paraguai até o Jauru e daí por terra até a margem do Rio Guaporé, em uma distância de aproximadamente 1500 quilômetros.

  • Caminho das Águas incentiva turismo

    Rondônia – O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com as prefeituras dos municípios de Cacoal, Pimenta Bueno, Rolim de Moura e Vilhena, pertencentes ao Estado de Rondônia, está desenvolvendo o projeto Caminho das Águas. O projeto tem a finalidade de incentivar o turismo nesta região. Recursos de aproximadamente 3 milhões de reais estão previstos para serem utilizados no projeto, que teve início este ano e deverá ser concluído em 2007.

    Segundo o secretário de indústria e comércio do município de Cacoal, Moisés Vieira, o projeto deverá criar e consolidar um fluxo turístico no “Caminho das Águas”, gerando empregos e renda às empresas e empreendedores das regiões participantes. Entre os resultados esperados está o de aumentar em 20% o fluxo de visitantes nos equipamentos turísticos da região, em 50% o número de pessoas diretamente ocupadas no segmento do turismo, em 30% o número de empreendedores, melhorar em 20% os indicadores de satisfação dos usuários da infra-estrutura turística e aumentar em 80% o número de atrativos turísticos na região.

    Cada prefeitura participante do projeto elegeu um Conselho Municipal de Turismo. Os membros se reúnem uma vez por mês para discutir o andamento e as metas do projeto. O conselho é composto por representantes de agências de viagens, universidades, entidades filantrópicas, hotéis, restaurantes e empreendedores do ramo turístico. Os recursos para a realização do projeto estão sendo viabilizados pelo Governo do Estado de Rondônia, Prefeituras Municipais, Sebrae e empreendedores.

  • Curso discute ações do PPG7 na Amazônia

    As experiências apoiadas na Amazônia pelo Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7), do MMA, estão em debate no curso Academia Amazônica: Teoria e prática para a construção do desenvolvimento sustentável na Amazônia, em Manaus (AM).

    A iniciativa capacitará alunos de pós-graduação de instituições de ensino e pesquisa do Amazonas, Acre, Pará, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso e Distrito Federal para se tornarem multiplicadores do conceito de sustentabilidade em suas dimensões ecológica, social, econômica e política.

    As aulas iniciaram no dia 26 e seguem até 14 de outubro. Além de palestras e seminários, as atividades incluem visitas às áreas de pesquisa do Inpa e de experiências apoiadas pelo Subprograma Projetos Demonstrativos (PDA), Projeto de Manejo dos Recursos Naturais da Várzea (ProVárzea) e Projeto de Apoio ao Manejo Florestal na Amazônia (Promanejo), todos integrantes do PPG7.

    A Academia Amazônica é uma proposta da GTZ, a partir de experiências aplicadas no Vietnã e no Egito. No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente decidiu realizar o curso em uma das capitais amazônicas, envolvendo instituições regionais.

    Fonte: Informativo do Ministério do Meio Ambiente

  • Edital de nascentes recebe número recorde de projetos

    O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) recebeu 254 projetos para recuperação e plantio de matas em nascentes e margens de rios, córregos e lagos em todo o País. Trata-se do maior número de propostas recebidas para um único edital nos 16 anos de funcionamento do fundo. Do total de projetos, 54 foram descartados por chegarem fora do prazo, que se encerrou em 9 de setembro, ou por problemas de documentação.

    Dos projetos pré-selecionados, cerca de 50 deverão ser contemplados com os R$ 20 milhões do edital. As propostas envolvem educação ambiental, plantio de árvores nativas no entorno de nascentes, olhos d´água e margens de rios, córregos e lagos, criação de viveiros de mudas e ainda estudos sobre qualidade e quantidade de água em bacias hidrográficas. Do total de recursos, R$ 7 milhões são destinados à Bacia do Rio São Francisco. Cada projeto selecionado deverá investir pelo menos 50% dos recursos na plantação de árvores.

    A escolha dos projetos será feita por um grupo técnico com representantes do MMA, MI, ANA, Embrapa e universidades, que se reunirá entre 17 e 22 de outubro, e em seguida pelo Conselho Deliberativo do FNMA. A publicação das propostas selecionadas deve ocorrer até novembro. Também será avaliada a possibilidade de que sejam obtidos mais recursos para garantir a execução de um maior número de projetos.

    Fonte: Ministério do Meio Ambiente

  • Forte Príncipe da Beira está em ruínas

    A maioria das paredes encontra-se em ruínas
    A maioria das paredes encontra-se em ruínas

    Costa Marques- Aqui vive um infeliz Pacheco noite e dia, com grossa e comprida corrente fria e seu colar ao pescoço pendurado. O trecho é o único ainda legível do desabafo escrito na parede de uma das celas do Real Forte Príncipe da Beira, localizado às margens do Rio Guaporé, no município de Costa Marques, em Rondônia.

    Os registros históricos indicam que o texto teria sido escrito por um padre, que esteve preso na fortaleza. “Que crime foi cometido pelo padre ninguém sabe, mas pelos poemas que ele escreveu, suspeita-se de que a causa da prisão tenha sido sua insatisfação com as ações da coroa portuguesa”, disse o jovem Elvis Pessoa, secretário da Associação Comunitária do Forte (Ascomfor) e ex-coordenador de um projeto de guias turísticos, desenvolvido na comunidade. Outro indicativo dos poemas do padre, segundo Elvis, é o de que ele sabia que permaneceria preso até a morte.

    Há poucos registros sobre o Forte Príncipe da Beira no Brasil, já que o material completo estaria em poder do Governo de Portugal. Até mesmo na comunidade do Forte, poucas pessoas sabem contar a história. Os soldados do Batalhão do Exército que garante a segurança do local, apenas acompanham os visitantes, sem prestar qualquer informação relevante. O turista que quiser detalhes sobre o monumento tem que procurar um dos membros da Ascomfor. O jovem Elvis é um dos poucos que já desenvolveu pesquisas aprofundadas sobre o tema.

    Presídio político
    O Forte teria sido construído no período de 1776 a 1783, pelo Governo de Portugal. A Coroa Portuguesa pretendia usá-lo para se defender da ocupação que vinha sendo feita pelos espanhóis. A obra foi executada com 970 metros de perímetro, com muralhas de 10 metros de altura, 4 baluartes e um total de 56 canhões. Trabalharam na construção cerca de mil homens, entre funcionários da Coroa, escravos e índios. Os materiais teriam vindo da Inglaterra e da França. Suspeita-se também que parte dele, as pedras, por exemplo, teriam sido extraídas da própria região. “Os recursos gastos aqui, são comparados ao mesmo montante que seria necessário para construir Brasília”, comenta Elvis.

    O Forte não chegou a ser usado para a finalidade para a qual foi construído, mas teria servido como presídio político. Em 1889 ou em 1895, teria sido desativado pela república recém instaurada, por medida de economia. Cerca de 100 anos depois, teria sido redescoberto pelo então marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que desde então passou a lutar pela sua reativação, o que ocorreu, em parte, em 1932, com a instalação de um contigente do Exército em sua volta.

    Segundo Elvis, o Forte Príncipe da Beira é o maior e o mais antigo da América Latina. É o único, porém, que ainda não foi restaurado. Boa parte das paredes encontra-se em ruínas.

  • Comunidades se unem na busca de alternativas

    Vale do Guaporé – As comunidades residentes no entorno do Parque Nacional Serra da Cutia estão tendo participação direta na busca de alternativas para a melhoria de vida. Elas ajudaram a definir os projetos que serão desenvolvidos pelo Ibama, Fundo Brasileiro Para a Biodiversidade (Funbio) e órgãos gestores estaduais do meio ambiente.

    A execução dos projetos deve ter início no mês de outubro. Conforme a geógrafa do Ibama, Lílian Hangae, chefe do Parque Serra da Cutia, a finalidade do trabalho é a de buscar a validação do potencial para a geração de renda em atividades produtivas. Ela ressaltou que em dezembro de 2004 foi realizado uma reunião com as comunidades que residem no entorno do Parque, que engloba ribeirinhos, extrativistas, quilombolas e povos indígenas, para discutir as necessidades e alternativas para a sustentabilidade. “Cada comunidade levantou os principais problemas e juntos elegeram como prioridades a busca de alternativas na agricultura, no ecoturismo e no artesanato”, disse.

    De acordo com os levantamentos feitos pela equipe responsável pelo trabalho, a maior parte da produção agrícola é destinada ao consumo dos moradores e o restante a comercialização. Entre as principais dificuldades estão a falta de assistência técnica, inexistência de equipamentos e escoamento da produção. No ecoturismo ainda não existe uma ação isolada que possa tornar a atividade um sucesso. A criação de uma agência que possa ser gerida pela própria comunidade é uma alternativa. Quanto ao artesanato, nas comunidades extrativistas as casas são localizadas distantes uma das outras, o que dificulta a produção centralizada e o escoamento dos produtos. “Pretendemos criar um selo e um posto de venda para os produtos de todos os moradores”, disse a geógrafa.

    Serra da Cutia
    O Parque Nacional Serra da Cutia, criado em agosto de 2001, foi escolhido pelo Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) para dar início a execução das atividades de participação comunitária em suas zonas de amortecimento. O Parque abrange uma área de 283 mil hectares e está localizado no município de Guajará-Mirim, a sudoeste do Estado de Rondônia.

    O Serra da Cutia integra o corredor ecológico Guaporé/Iitenez-Mamoré (Brasil-Bolívia), e limita-se ao norte com as Reservas Extrativistas Estadual do Rio Pacaás Novos e Federal Barreiro das Antas, ao sul com a Reserva Extrativista Federal do Rio Cautário, ao leste com a Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau e Seringal Perseverança (área particular) e ao oeste com as Terras Indígenas Guaporé e Pacaás Novos.

    Apesar de suas condições naturais serem propícias para o desenvolvimento de pesquisa científica, programas de educação ambiental e de turismo ecológico, a unidade ainda não está aberta para visitação e não possui infra-estrutura turística. As vias de acesso são de barco ou avião.

  • Garimpo de diamantes é vasculhado

    O delegado disse que os acessos continuarão fechados
    O delegado disse que os acessos continuarão fechados

    Espigão do Oeste – O delegado da Polícia Federal, Mauro Spósito, disse que a exploração ilegal de diamantes na Reserva Indígena Roosevelt, localizada a cerca de 500 quilômetros de Porto Velho, capital de Rondônia, está paralisada. Ele informou que os últimos garimpeiros, cerca de 100 homens, teriam sido retirados da área ainda durante o mês de agosto, com a ajuda dos próprios índios. “Vasculhamos tudo por ar e por terra. Hoje o garimpo está imobilizado”, disse.

    A partir de agora os acessos ao garimpo continuarão fechados, na tentativa de evitar o reinício da garimpagem. O delegado acredita que com a manutenção da fiscalização será possível impedir a entrada de máquinas, peças e combustível na área, inviabilizando a exploração, que atualmente só pode ser feita por meio de mecanização. “A própria destruição ambiental inviabilizou a garimpagem manual”, disse.

    A Polícia Federal continua investigando empresas de mineração estrangeiras e brasileiras, políticos, policiais federais, funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) e várias outras pessoas que têm ligação com o garimpo. Somente no último ano foram presas cerca de 100 pessoas, acusadas de envolvimento com a exploração ilegal.

    Mortes dentro e fora
    Não se sabe ainda o volume nem o valor dos diamantes retirados do garimpo dos Índios Cinta Larga, mas a jazida encontrada na área é considerada uma das maiores e mais valiosas do mundo. De acordo com estimativas feitas pela Polícia Federal, no mínimo 5 mil garimpeiros já passaram pelo local em busca das pedras. A reserva indígena está localizada numa área de 23 mil hectares, dos quais 100 já foram totalmente devastados.

    Pelo menos 35 pessoas já morreram dentro do garimpo. Os índios são acusados pela morte da maioria delas. Além disso ocorreram vários outros assassinatos nos municípios da região, motivados pela disputa entre os próprios garimpeiros. As duas últimas três mortes relacionadas com o garimpo ocorreram há menos de 30 dias, duas dentro e uma fora da reserva.

  • Prefeita diz que garimpagem continua

    A prefeita defende a legalização do garimpo
    A prefeita defende a legalização do garimpo

    Espigão do Oeste – A prefeita Lúcia Tereza dos Santos (PTB) disse que apesar do esforço da Polícia Federal em cumprir a lei, inibindo a ação de garimpeiros, a garimpagem na Reserva Indígena Roosevelt nunca foi totalmente paralisada. “Trata-se de uma missão impossível, mesmo com todo o preparo e idoneidade da Polícia Federal”, disse. Segundo ela, além dos índios ser favoráveis a exploração, os garimpeiros também estão desesperados pela falta de política no setor.

    De acordo com a prefeita, o garimpo representa geração de empregos diretos, indiretos e esperança para o País, além de muito otimismo. “Quando as riquezas naturais são exploradas de forma regular e organizada, os benefícios delas se estendem por longo prazo”, disse.

    Só conseqüências ruins
    Por enquanto, segundo a prefeita, o garimpo só trouxe conseqüências ruis para o município de Espigão do Oeste, o que poderia ser totalmente diferente com a legalização. “Basta dizer que tivemos que enterrar homens e mulheres trabalhadores, sem identidades”, disse a prefeita, se referindo ao massacre ocorrido dentro do garimpo, que resultou na morte de 29 garimpeiros.

    Entre outros pontos negativos da atual situação, a prefeita citou o fato da permanência de no mínimo 2 mil homens no município, na expectativa da legalização. Segundo ela, são cidadãos carentes de tudo, não só de recursos financeiros, mas também de conforto para o espírito. “Aí começam a beber e a gerar problemas, principalmente nas áreas de segurança e de saúde”, disse.

  • Rio oferece diversos atrativos naturais

    O Rio Guaporé é um dos mais belos da Amazônia
    O Rio Guaporé é um dos mais belos da Amazônia

    Vale do Guaporé – Abrigando uma das maiores biodiversidades do planeta, o Vale do Guaporé apresenta inúmeros atrativos naturais. Numa simples viagem de barco pelo rio, considerado um dos mais belos da Amazônia, é possível observar peixes, botos, jacarés, quelônios, ilhas, praias, baias e florestas de igapós.

    O cenário do Guaporé inclui também uma grande variedade de pássaros. A maioria é típica da região, porém já foram detectadas aves migratórias inter continentais, como a andorinha americana e alguns tipos de gaviões.

    A região oferece também atrativos históricos culturais. Estão localizados as margens do Rio Guaporé, o Real Forte Príncipe da Beira, uma das maiores fortalezas da América Latina, reservas extrativistas como a de Curralinho e de Pedras Negras, o Parque Estadual de Serra dos Reis e outras comunidades como a de Santo Antônio, já reconhecida como vila quilombola.

    O Vale do Guaporé atravessa uma área de 1,5 milhões de hectares de mata nativa, abrangendo porções de território brasileiro e boliviano. Está localizado na Região Sudeste da Bacia Amazônica e ao Norte do Pantanal Mato-grossense.

    A temperatura média anual é superior aos 24°C, com a máxima absoluta anual de 38°C e mínimas que podem descer aos 4°C, durante o mês de julho. A umidade relativa do ar tem média anual de 85 %. O clima está condicionado por uma precipitação média anual da ordem de 2.200 mm, sendo os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, o trimestre mais chuvoso e os de junho, julho e agosto o mais seco.

  • Artesanato com plantio próprio

    Seu Bernardo plantou 60 mil árvores
    Seu Bernardo plantou 60 mil árvores

    Costa Marques- Pedaços de madeira, palha, cipó, fibra e semente viram obras de arte nas mãos do artesão Bernardo José Pereira, de 58 anos. Ambientalista desde criança, ele tira todo o material de trabalho de seu próprio plantio. Numa área de 5 hectares, Seu Bernardo, como é conhecido no município, plantou 60 mil árvores de quase 5 mil espécies. Em seu quintal, há desde a menor orquídea do mundo até espécies de madeiras nobres, como o mogno.

    Os artesanatos são variados. Há abajur, redes, chaveiro, bolsa, caneta, copo, cesta, porta-retrato e outros tipos de peças. O material é vendido aos moradores do próprio município e aos poucos turistas que visitam o local.

    Seu Bernardo reside e trabalha no Parque Ecológico Lagoa Azul, localizado a 2 quilômetros da cidade de Costa Marques, na estrada do aeroporto