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Depois de três dias BR 364 é liberada
Eliana Santos
sábado, 11 de março de 2006
Os índios exigiram que as reivindicações fossem atendidas.
Os índios exigiram que as reivindicações fossem atendidas.
Cacoal/RO - Índios de 23 etnias liberaram, às 21 horas de ontem, a BR 364. Eles manteram a rodovia fechada por 3 dias, no trecho que liga os municípios de Pimenta Bueno e Cacoal, no Estado de Rondônia e permaneceram no local até ter a garantia de que as suas reivindicações seriam atendidas. Entre as principais solicitações dos indígenas estava a exoneração do coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Orlando Castro Ribeiro e do coordenador regional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Josafá Piahy Marreiro.

Os líderes indígenas participaram de uma reunião, na tarde de ontem, na prefeitura municipal, com a prefeita Sueli Aragão, o senador Valdir Raupp e a deputada federal Marinha Raupp, todos integrantes do partido PMDB. Os índios cobraram das autoridades a exoneração do coordenador regional da Funasa, Josafá Marreiro, porque o mesmo havia sido indicado para o cargo pela bancada do partido. Depois de cerca de 3 horas de negociações, Sueli Aragão anunciou que teria mantido conversa telefônica com Josafá Marreiro e o mesmo teria afirmado que se fosse ele o motivo do movimento ele pediria a própria exoneração. O anúncio foi comemorado com palmas pelos índios que decidiram, então, liberar a rodovia.

Entre os índios que participaram do movimento estavam representantes das etnias Cinta Larga, Surui, Apurinã, Terena, Tenharin, Kwazar, Sater Mawé, Munduruku, Mura, Mequéns, Apurinã do Amazonas, Parintintin, Aikaná, Kanoé, Wajurú, Orumaé, Orueu, Oroba e Orowin, além de outros povos do Estado do Mato Grosso do Sul e do Amazonas, que se juntaram ao protesto em solidariedade aos “parentes índios”.

Conforme a carta aberta encaminhada ao Ministério da Justiça, as lideranças das comunidades indígenas, estariam indignadas com a forma que a administração executiva regional da Funai de Cacoal estaria tratando a execução das políticas e dos recursos apropriados aos índios. Por estes motivos eles teriam desencadeado o movimento em defesa de seus interesses e direitos constitucionais. No documento, as lideranças ressaltaram que o movimento teria o objetivo de chamar a Funai à responsabilidade parar tratar os recursos destinados aos índios.

Conforme o cacique Marcelo Cinta Larga, por várias vezes as lideranças tentaram dialogar com as pessoas responsáveis pela Funai e pela Funasa para encontrar uma solução para os problemas enfrentados pelos índios, mas não teriam sido atendidos. Ele ressaltou que a forma encontrada para chamar a atenção dos governantes foi o fechamento da rodovia e afirmou também que ela permaneceria fechada enquanto as reivindicações não fossem atendidas. “Nos queremos resolver o problema de forma pacífica, mas exigimos que o nosso povo seja respeitado”, disse.


Reivindicações atendidas
Além de terem sido atendidos com a mudança do administrador da Funai em Cacoal, Orlando Castro Silveira para Rômulo Siqueira e a exoneração do coordenar regional da Funasa, Josafá Marreiro, os índios reivindicaram, entre outras coisas, a nomeação de indígenas para a chefia de todos os postos indígenas subordinados a Cacoal, uma auditoria administrativa no grupo tarefa Cinta Larga, a execução do plano emergencial de proteção da terra indígena Cinta Larga e a extensão do mesmo para todas as terras indígenas sob a jurisdição da Funai/Cacoal e a elaboração dos planos de desenvolvimento sustentável e de proteção de todas as terras indígenas.

fonte: AmazoniaAVista
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