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Garimpeiros pagam valores acima do mercado no Roosevelt
Luizinho Carvalho
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Garimpeiros mantém trabalho no Roosevelt
Garimpeiros mantém trabalho no Roosevelt
Espigão do Oeste/RO – Apesar da insistência das autoridades em afirmar que a situação na reserva Roosevelt está sob controle e que o número de garimpeiros não passa de algumas dezenas, a realidade dentro da reserva é bem outra. Novos fatos dão conta de que uma situação inusitada começa a tomar grandes proporções dentro da reserva. É do conhecimento de todos que centenas de garimpeiros mantem o trabalho nas grotas, revirando o cascalho cada vez mais fundo na busca das pedras brilhantes.

Os homens, na sua maioria rudes, trabalham seminus e enlameados, se amontoando nas grotas com pás, picaretas e jatos de água, removendo a terra na busca do diamante. Essa louca corrida atrás da fortuna viu a sua situação começar a se complicar de uns três meses para cá, com o cerco cada vez maior da Policia Federal, que está coibindo a entrada de combustível, alimentos e bebidas para dentro da reserva Roosevelt.

A interrupção da chegada desses itens de vital importância para a manutenção, tanto de máquinas como de homens no trabalho dentro das grotas pelos meios legais, tem causado um grande prejuízo para os garimpeiros com a explosão dos preços agora cobrado pelos varadores. Com esse bloqueio das autoridades os preços perderam o controle dentro do Baixão, a ponto de produtos como o tambor de 200 litros de óleo Diesel valer de 1200 a 1600 reais, uma Coca Cola de 2 litros é comercializada a 10 reais, caixa de bombom garoto por 15, a gasolina não sai por menos de 10 reais, o mesmo preço é cobrado por um quilo de frango.

Com esse desequilíbrio nos preços dos produtos de primeira necessidade e a falta da “Pedra Boa” que sumiu das resumidoras, os garimpeiros estão pagando para trabalhar nas grotas. Já existem comentários de vários entreveros entre membros de equipe causados pela atual situação. Com o gasto muito alto para manter um par de máquinas funcionando, os proprietários estão se endividando cada vez mais. Existem casos em que esses aventureiros estão há mais de 6 meses no local, sem ter como retornar para a cidade devido as dividas. Outro problema que vem causando apreensão, principalmente nas lideranças indigenas é o fato da discórdia entre os trabalhadores brancos que na maioria das vezes trabalham no regime de porcentagem com os donos de máquinas e como as “Pescadas” não estão dando nem para cobrir os gastos, estão sem receber as suas parcelas pelo trabalho.


Barril de pólvora

Existem ocasiões onde conseguem alguma pedra de valor e logo apostam em investir tudo para tentar recuperar o prejuízo, daí acontece de não dar em nada e o prejuízo vai aumentando, assim como a insatisfação dos chamados “Rodados” que sobrevivem da sua força de trabalho. Vários desses donos de máquinas optaram por abandonar o equipamento até as coisas melhorarem, deixando centenas de escavadores desempregados dentro das fofocas. Muitos desses estão sobrevivendo de comer de favor em algum barraco até surgir alguma vaga de trabalho.

A prostituição é outro grave problema que tomou proporções assustadoras dentro do garimpo. Vários barracos têm de 4 a 5 mulheres que entraram com a desculpa de cozinhar para a turma, mas que na verdade movimentam o rentável negócio da prostituição. As lideranças indígenas tentam não se envolver nesses problemas, mas como afirmou o cacique Pamaré, é muito difícil controlar todo mundo. Por isso não é prematuro afirmar que o garimpo do “Baixão” se transformou em um barril de pólvora que pode explodir a qualquer momento. A bebida, as drogas e a prostituição aliadas ao descontentamento dos garimpeiros com os donos de máquinas são os componentes necessários que poderão deflagrar um novo derramamento de sangue dentro do Lage e não duvidem se novamente os Cinta Larga forem responsabilizados pelas mortes que certamente irão ocorrer.
fonte: Amazoniaavista.com
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