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As cobaias do Garimpo Roosevelt
Luizinho Carvalho
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
A população sente-se ameaçada com a presença de desconhecidos sem ocupação
A população sente-se ameaçada com a presença de desconhecidos sem ocupação
Espigão do Oeste/RO – Desde o início da semana o movimento nas ruas de Espigão do Oeste tem aumentado com o grande número de garimpeiros que chegam à cidade fugindo do garimpo Roosevelt. Em pequenos grupos os mineradores chegam à cidade, trazendo nas costas o que sobrou de suas “traias”.

Após as denúncias veiculadas na mídia, dando conta da continuidade dos trabalhos dentro do garimpo, a Policia Federal aumentou o cerco em torno da reserva, ficando quase impossível à entrada de equipamentos e provisões para os homens continuarem o trabalho nas escavações.

Com isso muitos garimpeiros estão abandonando a área, por não ter mais condições de manter as equipes trabalhando. Esse reflexo que vem se abatendo sobre o garimpo da Reserva Roosevelt está repercutindo na desistência de muitos grupos de garimpeiros tidos como “Manso”, que buscavam as pedras com o uso de pares de máquina, em um trabalho em parceria com os índios.

Segundo alguns dos mineradores, as dificuldades começaram a surgir com o racionamento dentro da “Fofoca” e o alto preço dos combustíveis no barranco. A maioria não tem mais como manter os trabalhos. Os donos de máquinas dispensam os “Rodados”, que sem ter o que fazer no garimpo, saem de magrudada para fugir da fiscalização da Polícia Federal e retornar a Espigão do Oeste.

Como a maioria não tem uma ocupação fixa, passam o dia perambulando pelas ruas da cidade em busca de sabes se lá o que. Pedro Simão, o Coxipó, é só um entre as dezenas de retirantes do garimpo, meio que desconfiado arriscou falar de sua passagem pelo Garimpo Roosevelt: “Esse garimpo só deu para minha cabeça. Com dois meses lá dentro não consegui quase nada, o pouco que arrumei gastei para me manter”, disse.

Os gastos com mantimentos e combustível e a porcentagem dos índios, praticamente consume toda a produção de pedras dos donos de máquinas, por isso a maioria está desistindo do garimpo, esperando por dias melhores. “O garimpo hoje só tá bom para os compradores de pedras. Eles não correm riscos e pagam o que querem pelas pedras, além do mais tá acontecendo muito rolo lá dentro, hoje não compensa mais enfrentar essa parada”, afirmou o garimpeiro.

Com esse aumento repentino da população, novamente o município de Espigão do Oeste começa a vivenciar o lado negativo do garimpo. Os postos de atendimento médico do município já sentem o reflexo dessa debandada dos garimpeiros. Todos os dias vários enfermos dão entrada na rede municipal de saúde, sem contar na insegurança da população, que se vê ameaçada com a presença de tantos forasteiros perambulando pelas ruas sem uma ocupação.
fonte: amazoniaavista.com
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