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Atingidos por barragem fazem passeata em Porto Velho
Minéia Capistrano
sexta-feira, 28 de julho de 2006
Porto Velho/RO - Sensibilizar as autoridades da necessidade de fornecimento de energia elétrica com tarifas reduzidas. Com este ideal, cerca de 250 manifestantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realizaram, na manhã desta quarta-feira, dia 26, uma caminhada pelo centro de Porto Velho, marcha que foi encerrada com reunião na sede das Centrais Elétricas de Rondônia e ainda não teve resultado divulgado.

Os manifestantes propõem que famílias de baixa renda e que consomem até 100 megawatts/mês não paguem a conta de energia elétrica. “O Brasil tem a quinta tarifa mais cara de todo o mundo e é o que menos gasta para produzir”, afirma Estefânia Monteiro, uma das coordenadoras do movimento. A diretoria do MAB também defende que a medida seria uma forma de beneficiar as comunidades deslocadas da Vila São Pedro e Cachoeira de Samuel para o município de Candeias do Jamari e Triunfo, quando começou a construção da usina Samuel há 24 anos e critica a construção das usinas Jirau e Santo Antônio, na região de Porto Velho.

De acordo com Estefânia Monteiro, o movimento é contra a forma como foi elaborado o projeto de construção das usinas e afirma que a real intenção das autoridades é tornar o rio navegável. “As hidrelétricas serão só lucro”, diz. Ela critica, ainda, o fato de o projeto afirmar que não existe produção agrícola nas margens do rio.

De acordo com ela, o MAB já indagou Furnas, empresa responsável pelas obras junto à Odebrecht, e ela não respondeu como ficarão as famílias ribeirinhas sem a agricultura e a pesca. “Em vários lugares onde foram feitas barragens, inúmeras espécies de peixes também desapareceram”, informa.

O MAB é um movimento nacional presente em 15 estados do País. Surgiu a partir da necessidade das famílias atingidas por barragens lutarem por seus direitos.


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