Porto Velho/RO – O impacto que as hidrelétricas Jirau e Santo Antônio poderão causar ao meio ambiente continua sendo analisado por técnicos do Ibama de Brasília, segundo o coordenador de prevenção e combate à queimadas e incêndios florestais, Luiz Alberto Lima Cantanhede.
Segundo o coordenador, o próximo passo será uma audiência pública com a população e em seguida, a análise final, que constará de estudos complementares atendendo as reivindicações da comunidade. A expectativa de técnicos do Ibama é de que a audiência aconteça ainda este ano.
A construção das usinas hidrelétricas gera polêmica pela imprecisão do impacto que pode causar, por isso, representantes do Fórum de Debates sobre Energia de Rondônia (Foren), além de outras Organizações Não-Governamentais (Ongs) do Estado intensificaram ações voltadas à conscientização da população quanto ao projeto, avaliado em R$ 20 bilhões.
Sobre o assunto, já foram lançadas uma campanha popular, com o título Viva o Rio Madeira, que promoveu uma série de ações, propondo a reflexão da construção das hidrelétricas a diversos segmentos da sociedade, além de poderes, como Assembléia Legislativa, Câmara Federal, Senado e Ministério Público e as cartilhas Diga não às barragens no Madeira e ainda Energias Renováveis Sustentáveis, ambas elaboradas pelo professor da Universidade Federal de Rondônia, doutor em Energias Públicas, Artur Moret.
O material faz parte de um estudo sobre os impactos ambientais ocasionados com a construção das barragens e mostra que ao invés da implementação das hidrelétricas, seria mais viável a economia de energia e a reforma de outras usinas, declara Artur Moret.
Fonte: Amazoniaavista