:: Apresentação :: Contato Version in English :: Página Principal
N O T Í C I A S
Animais
Desmatamento
Indígenas
Minérios
Plantas
Rios
Turismo
Geral
Vídeos
O U T R O S
Apresentação
Artigos
Contato
Expediente
Notícias >> ANIMAIS 
Formatar Fonte:
+
-
Guaporé é o maior produtor de tartarugas
Eli Batista
quarta-feira, 21 de setembro de 2005
Fernando Raeder é o responsável pelo projeto
Fernando Raeder é o responsável pelo projeto
A cada ano aumenta o número de nascimento de filhotes de quêlônios no Rio Guaporé, um dos maiores produtores destas espécies no Brasil. Em 2003 foi registrado o nascimento de 220 mil filhotes, enquanto que em 2004 este número subiu para 400 mil. O trabalho de fiscalização realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e por pessoas da comunidade, é apontado como o principal fator de contribuição para o aumento da quantidade dos animais.

Os quelônios começaram a ser protegidos em 1976, por pessoas da própria comunidade, que se preocuparam com a rápida diminuição do número de animais. Cerca de 10 anos depois, o Ibama assumiu a coordenação do trabalho. No período de agosto a dezembro a equipe de fiscalização monta barracas nas praias onde há o maior número de desova, para proteger os animais adultos, seus ovos e seus filhotes. De acordo com o biólogo Fernando Raeder, responsável pelo projeto, as fêmeas começam a acampar na praia em agosto, para desovar no mês seguinte. Os filhotes começam a nascer somente em novembro. “Montamos as barracas na ilha, para não incomodá-las na praia”, explicou.

A maior perseguição às tartarugas, segundo Fernando, ocorre na época do acampamento delas. As pessoas procuram os animais e os ovos, tanto para comer, quanto para comercializar. A multa para quem for pego com qualquer uma das espécies é de 500 reais por animal. Além de numerar os ninhos, a equipe de fiscalização conta os filhotes, para ter controle do número de nascimentos.

Sobrevivência não chega a 50%
Menos da metade dos filhotes dos quelônios consegue sobreviver. Além da depredação humana, existem os riscos provocados por animais maiores e por outros fatores naturais. O tempo que uma tartaruga leva para chegar a maturidade sexual também contribui para que a espécie continue em extinção. “Uma tartaruga leva no mínimo 10 anos para começar a reproduzir”, disse o biólogo.

Se não houvesse depredação, segundo o biólogo, existiriam não só mais tartarugas, mas também animais maiores, já que um reptil nunca pára de crescer. Além disso, quanto mais velha, maior a tartaruga fica e quanto maior, mais ela bota. “Ela pode viver e reproduzir por mais de 100 anos”, afirmou.
fonte: amazoniaavista.com
versão para impressão

 

 

:: Mais Notícias dessa categoria ::
04/06/2007 Curiós são os mais cobiçados por traficantes
31/01/2007 Rondonienses embarcam no sonho do ouro
19/12/2006 Animais peçonhentos se tornam ameaça
05/12/2006 Macacos e pássaros são apreendidos
23/11/2006 Pássaro da Amazônia vale mais de 120 mil dólares
20/11/2006 Oito espécies de primatas habitam parque
18/08/2006 Animais correm risco de extinção em Rondônia
19/04/2006 Festival combate pesca predatória
31/03/2006 Da Selva para a cidade
23/02/2006 Desmatamento já compromete biodiversidade
19/02/2006 Caçadores ameaçam animais de reservas
14/11/2005 Três espécies deixam a lista de animais ameaçados